O CRIADOR DE CREPÚSCULOS (5)Exercício de memória episódico e crepuscular
Por: Lopes Barbosa
Coitado!
Nunca te passaria pela
cabeça como serias medíocre quando crescesses!
Em criança, no teu
ritmo próprio de crescimento, que aconteceu de forma natural, nunca suspeitaste
que quando chegasses a adulto a vida reservava-te um sem número de obstáculos e
ciladas, que abafariam, também nessa altura, que estarias longe de supor que a
mediocridade seria o teu destino!
Viveste os teus vários estádios de crescimento sem te dares conta, que o que fazias nada mais era do que a
vulgar vulgaridade!
É curioso como nunca
te interrogaste porque motivo aquilo que fazias não poderia ter ficado melhor e
aceitavas as tuas realizações como se fossem o expoente máximo do teu
desempenho!
Hoje quando olhas para
o passado o que vês é uma enormidade de actos semi falhados, que não te levaram
a nada de sério, e essas pequenas, digo mais, raquíticas proezas acabaram por
não serem dignas de qualquer nota!
As conquistas que
pensas ter realizado foram muito poucas e os teus fracassos imensos, o que
acabas por desembocar numa mão cheia de coisa nenhuma!
Coitadito!
Hoje o balanço é
irrefutável: ficaste para sempre amarrado a uma existência mais que
vulgar e essencialmente medíocre!

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