A MORTE DA MEGERA
Fechou os olhos e num ápice, a megera, inexplicavelmente, estava morta.
Dezanove anos, sonegados á vida, parecia-lhe agora demasiado tempo... Quando
despertara do pesadelo?
Hoje, ontem, antes-de-ontem?
Não sabia!
De concreto, ou respondendo a si mesmo de forma desapiedada e cínica, no agora,
pouco ou nada era possivel fazer perante a imensa desvastação de si próprio.
Assim, vestiu o quimono feminino bordado em tons de jasmim as multiplas
paisagens do seu japão romantisado, e partiu.
O avião subiu no céu levando-o no seu ventre.
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