quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A MORTE DA MEGERA



Fechou os olhos e num ápice, a megera, inexplicavelmente, estava morta.

Dezanove anos, sonegados á vida, parecia-lhe agora demasiado tempo... Quando despertara do pesadelo?

Hoje, ontem, antes-de-ontem?

Não sabia!

De concreto, ou respondendo a si mesmo de forma desapiedada e cínica, no agora, pouco ou nada era possivel fazer perante a imensa desvastação de si próprio.

Assim, vestiu o quimono feminino bordado em tons de jasmim as multiplas paisagens do seu japão romantisado, e partiu.


O avião subiu no céu levando-o no seu ventre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário