A AGONIA DO FACTO NÃO CONSUMADO
Puta, perdida, mulher-de-má-vida...
Só de evocá-la o facto lhe causa
calafrios.
Agoniza todas as noites no sofã
embriegada por romances que nem chegam a ser de pacotilha!
Depois sai arrastando o seu perfil
de mulher dúvia.
Ele jura um dia matá-la com as suas
mãos aflitas de tédio incomensurável.
Desperta sempre desse sonho como se
não tivesse alternativa de consumar um facto, por si só, dificil de consumar.
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