quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A AGONIA DO FACTO NÃO CONSUMADO



           


Puta, perdida, mulher-de-má-vida...

Só de evocá-la o facto lhe causa calafrios.


Agoniza todas as noites no sofã embriegada por romances que nem chegam a ser de pacotilha!


Depois sai arrastando o seu perfil de mulher dúvia.


Ele jura um dia matá-la com as suas mãos aflitas de tédio incomensurável.


Desperta sempre desse sonho como se não tivesse alternativa de consumar um facto, por si só, dificil de consumar.

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