quinta-feira, 22 de setembro de 2016

AMOR? QUE AMOR?



AMOR? QUE AMOR?


O amor, o amor, sempre esse triste, fugaz e deprimente espectáculo de empatia fraudulento na base dos equívocos.


Ele fora cercado e enclausurado tendo como pano de fundo esse sentimento quimérico, inexistente.


Habitante dum jardim de relva artificial, por muito que o regasse, o seu amor nunca logrou vencer o desapontamento de não o poder ver crescer: era murcho como a paisagem circundante.


Só o velho machambeiro conseguia extrair desse matagal espigas de oiro.


Porquê?

 

Ele jamais amou.

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