AMOR? QUE AMOR?
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AMOR? QUE AMOR?
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O amor, o amor, sempre esse triste, fugaz e deprimente espectáculo de
empatia fraudulento na base dos equívocos.
Ele fora cercado e enclausurado tendo como pano de fundo esse sentimento
quimérico, inexistente.
Habitante dum jardim de relva artificial, por muito que o regasse, o seu
amor nunca logrou vencer o desapontamento de não o poder ver crescer: era murcho
como a paisagem circundante.
Só o velho machambeiro conseguia extrair desse matagal espigas de oiro.
Porquê?
Ele jamais amou.
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