quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A ESCUMALHA DESNECESSÁRIA


A ESCUMALHA DESNECESSÁRIA

 Lopes Barbosa


Ó homenzinho?
Não venhas morrer no meu regaço...porque o tédio me consome.
Eu furto-me ao amor porque o meu ventre há muito que é estéril!
Não ouses tranpor as fronteiras que estabeleci para ti!.
Mortos de amor não são o meu sustento.
Eu vivo acenando ao vento e por ele sou penetrado!
Tu sabes o que diz o vento?
Diz para fugir de enlaces porque eles transportam a morte das convicções
e sou uma fortaleza de certezas!
Assim, fica longe de mim!
 Eu nunca sucumbi face ao diferente.
Sou um misógino altruísta a quem partiram a casca...
Resta-me a carne ensanguentada com que enfrento e projecto a minha ambiguidade!
Não insistas!
Eu não te quero!
Sou demasiado estéril para me entristecer com a tua insignificância!
Sabes, cada qual tem um inadiável trajecto que tem de percorrer o mais rápido possível!
E ti ficaste para trás.
Por isso não esperes por mim.
Os nossos caminhos nunca se cruzaram, nem na aparência, nem no concreto!
Os Divinos não convivem com a escumalha que foi deixada na berma da estrada.


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