terça-feira, 17 de setembro de 2019

O DEUS DOS SILÊNCIOS




O DEUS DOS SILÊNCIOS


Ó Deus dos silêncios
Que dormitas sobre as maldades
consentidas e omnipresentes.
Não ouves nenhum tipo de lamento
e pareces te regozijar perante o infortúnio dos
inocentes!
Que é feito da tua humanidade,
já que
foste feito à nossa imagem e semelhança,
e na tua preguiçosa esterilidade
embotas todo o pensamento crítico e libertador!
Quem me dera ser sombra
e te acossar
como fazem os
maus pensamentos
nas mentes mais desprotegidas!
Não mereces o nosso infortúnio
porque és incapaz de te comoveres
com a nossa permanente infelicidade
desprotegida
tu que te banqueias com almas
desgraçadas de desgraçados
que sempre viveram na desgraça?


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