O DEUS DOS SILÊNCIOS
Ó
Deus dos silêncios
Que
dormitas sobre as maldades
consentidas
e omnipresentes.
Não
ouves nenhum tipo de lamento
e
pareces te regozijar perante o infortúnio dos
inocentes!
Que
é feito da tua humanidade,
já
que
foste
feito à nossa imagem e semelhança,
e
na tua preguiçosa esterilidade
embotas
todo o pensamento crítico e libertador!
Quem
me dera ser sombra
e
te acossar
como
fazem os
maus
pensamentos
nas
mentes mais desprotegidas!
Não
mereces o nosso infortúnio
porque
és incapaz de te comoveres
com
a nossa permanente infelicidade
desprotegida
tu
que te banqueias com almas
desgraçadas
de desgraçados
que
sempre viveram na desgraça?

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