quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O TEU OLHAR




O TEU OLHAR

Por: Lopes Barbosa


O teu olhar ferido, moribundo, que escapa à
lógica do sentido.
É um olhar abstrato, como só as catacumbas,
sem os mortos, o
podem ser.
O que fizeste de tão pernicioso para desagradares aos Deuses?
Eles alhearam-se do teu Destino e
este passou a vaguear
sem rumo, norte, ou, e mesmo,
mais para o fim,
sem o possível Infinito!
O que fizeste de tão mesquinho, grave ou
atentório à segurança Sagrada de Deus
para
este te considerar um inimigo?
Este Deus miserável, cruel, desumano
nada
tem de amigo e,
segundo o que se diz por aí
à boca cheia,
não gosta mesmo nada de ti
e,
muito menos,
da tua humana Humanidade.
Crucifica-o, crucifica-o, crucifica-o.
Tu podes muito bem viver sem a Graça Divina!
Porque essa morreu praticamente à nascença do mundo!
Morreu à revelia de qualquer Eden...
e todas as esperanças
foram dadas
permanentemente,
e desde sempre,
como extintas
ou
por outras palavras,
nado mortas!

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